IDADE MÉDIA, OS MIL ANOS DE TREVAS DA HISTÓRIA

"Disse ainda: Está feito! Eu sou o Alfa e o Omega, o Príncipio e o Fim. A quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. Ap. 21:6

A História História Cristã Crimes e Mortes A Biblia

A Idade Média é a História da Igreja Católica. Portanto, dentro de alguns temas já ressalatados como os sociais, políticos e financeiros dessa época que fizeram parte de um todo na sustenção da Igreja de maneira geral. Vamos avaliar agora as questões do Catolicismo como Instituição. O importante para nós dentro desse tópico e entendermos o funcionamento da Igreja e de que forma se organizou para crescer e manter-se no poder. A Igreja monopolizou uma época e esse monopólio durou um milênio. Mediante a oficilização do Cristianismo no Império através de Constantino (378-95), temos a Igreja Cristã com características estadistas, atuantes em questões políticas e jurídicas (aliadas do senhores feudais, governava de maneira Universal através do Tribunal do Santo Ofício ou Santa Inquisição sob pena de morte na Fogueira da Santa Inquisição), sociais (passou a ser a Editora Oficial de toda a produção cultural, artística e religiosa dessa época) e economicas ( através dos pagamentos de indulgência e outras doutrinas e celebrações pela Igreja criadas, passou a ser a maior arrecadadora de ouro e maior latifundiária como ainda é até hoje).

O Tribunal da Santa Inquisição, tratava-se de uma organização jurídica do clero capacitada por ele próprio para julgar e condenar sob pena de morte e tortura todos aqueles que se opusessem ao pensamento, doutrina ou autoridade da Igreja Romana. Por ser a própria Igreja a instituição legisladora da época, podemos dizer que ela criava o código de leis, aplicava-os dentro da sociedade e julgava homens e mulheres de baixo daquilo que ela e somente ela, determinasse como sendo o certo ou errado. Sob verdadeiros rituais de tortura, era no Tribunal do Santo Ofício que milhares de pessoas eram obrigadas a confessar atos não praticados, idéias não professadas e mantinham suas veradeiras posições sufocadas mediante a ameaça das suas vidas e famílias. Na questão histórica, temos a Inquisição com os seguintes elementos; criada para combater supostas "heresias" contra a doutrina católica romana, a Inquisição ou ainda, "Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício", permaneceu atuante entre os anos de 1542 a 1965. No século XIX, os tribunais da Santa Inquisição foram suprimdos pelos Estados europeus, mas foram mantidos pelo Estado Pontifício. Em 1908, sob o Papa Pio X, a instituição foi renomeada para "Sacra Congregação do Santo Ofício". Em 1965, por ocasição do Concíio Vaticano II, durante o pontificado de Paulo VI e em clima de grandes transformações na Igreja após o papado de João XXIII, assumiu o seu atual nome "Congregação para a Doutrina da Fé".

Nas questões militares, a Igreja manifestou-se através das Cruzadas; exércitos de milhares de homens foram mobilizados através dos senhores feudais na intenção de combater o crescimento mulçumano no Oriente Médio com as pregações de Maomé e sua fé em Alah. Todo esse conjunto de situações, aliadas entre si, fizeram da Igreja a única e última palavra na questão daquilo que poderia ser ou não ser na vida das pessoas. Tudo e exatamente nada poderia acontecer ou deixar de acontecer sem o seu aval.

 

Durante a Idade Média, a Igreja Católia Apostólica Romana dominou todos os meios culturais, sociais e economicos durante mil anos. A história chamou esse período de os "anos de trevas" da história mundial. Quem se atrevesse a contradizer ou manifestar-se contra a sua hegemonica autoridade, seria levado ao tribunal da Santa Inquisão e exposto ao júri, composto de integrantes da própria Igreja, o réu poderia ser condenado à tortura e à própria morte através da Fogueira da Santa Inquisição. Foi assim que aconteceu com Galileu Galilei; católico convicto, foi condenado a prisão perpétua domiciliar por contradizer através da ciência, principios que a Igreja impunha à sociedade como padrão. Esse padrão científico adotado pela Igreja dizia que a Terra era o centro do Universo e que os astros girariam em torno dela (teoria de Ptolomeu). Através dos seus estudos astronômicos, Galileu verificou que a Terra orbita o sol e através do seu livro "Dialogo sobre os dois grandes sistemas do mundo", ele expõem ao mundo da época a sua posição. A Igreja proíbe a sua publicação, uma vez que também era a única responsável direta pela públicação de todo o material editado na época. Mediante a dura vida de reclusão, Galileu morre mantendo a sua tese em pé, de maneira que hoje em dia, o mundo científico pode confirmar a plena razão da sua teoria.

"Depois disso ouvi no céu uma voz como de numerosa multidão que exclamava: Aleluia! Salvação, glória e poder pertence ao nosso Deus. Porque verdadeiros e justos são os seus juízos. Ele julgou a grande prostituta que corrompia a terra com sua prostituição. Ele vingou o sangue dos seus servos das mãos dela." Ap. 19: 2 e 3

As suas doutrinas ditavam as leis e dessa maneira, quem desobedecesse pagaria com a vida, condenado de diversas formas ou até com a própria morte. As conversões ao Catolicismo pagão da Igreja eram práticados debaixo de imposições ou ainda, pessoas que por motivos de interesses pessoais se viam interessadas a aderir a nova fé. Os demais tiveram contato com a fé através do próprio decreto-lei que trouxe a oficialização da religião, ou seja, a grande maioria, nem sequer sabia ao certo que era Jesus Crsito como Messias, ams eram obrigadas em um dado momento a aceitá-lo. Conheceram então um Cristianismo torpo pregado debaixo de heresias e manipulador. O primeiro templo cristão foi construído em 222-35 por Alexandre Severo. Depois do decreto e de Constantino, passaram a ser construídos em toda a parte espalhados pelo continente Europeu.

As Cruzadas se tornaram um movimento importante dentro do contexto Medieval e do grau de atuação da Igreja Católica no mundo da época. Com características de caráter reliogioso, mas com uma forte e violenta atuação militar, as Cruzadas realizadas que duraram mais de dois séculos (XI e XIII) e tinham por objetivos a "Cristianização" do Oriente Médio, principalmente na região da Palestina, denominada como "Terra Santa". Nessa época a Palestina se encontrava sob o domínio turco mulçumanos. O importante, é entendermos as fortes características políticas e militares de uma organização que a priori, deveria se constar apenas como uma Instituíção civil-reliosa. Juntamente com os nobres senhores feudais (denominados Hospitaleiros ou Cavaleiros Templários), a Igreja organizou, patrocinou e institucionalizou a idéia de que para haver conversão ocorreria derramamento de sangue. Na realidade o interesse geo-político na região do Oriente Médio, sempre foi o foco de várias incursões militares na região ao longo da História. Com o surgimento da religião Mulçumana e a conversão dos árabes ao Maometanismo, a Igreja se viu desprotegida na distribuíção do poder mundial.

 

Esse é o tipo de construção muito comum na Europa. Construções babilônicas eram erguidas a fim de simbolizar o novo mandato vigente. Cultos ou missas como foram chamadas as manifestações públicas de adoração pagã, eram feitas de maneira também suntuosa rezadas todas em latim por sacerdotes que seriam os únicos a partir de então, a ter acesso a Bíblia. O povo era excluído da leitura Sagrada, ficando a merce somente daquilo que era lido e falado por autoridades constituídas pela própria Igreja. Esse monopólio duraria muitos anos até a Grande Reforma de Martim Lutero, quando são publicadas 95 Teses onde o ex-bispo contestaria a oratória e a conduta da Igreja diante de todo o público europeu. A Bíblia começaria nesse momento, a ter uma divulgação popular e esse monopólio seria quebrado. É aí que podemos entender até que ponto que essa Instituíção manipulou informações, obrigando as pessoas a viverem na mais absoluta ignorância e o mais grave de todos os pecados; as obrigou a viverem sem o Verdadeiro Conhecimento da Palavra. É por esse motivo principal, que podemos dizer que a Idade Média foi realmente os ANOS DE TREVAS da História Universal. Podemos lamentar por todos que viveram nessa triste época, porque tirar do ser humano o direito de conhecer a Bíblia, é tirar dele o direito da própria vida, ou seja, é um CRIME HEDIONDO E SEM PERDÃO DIANTE DE DEUS.

"Alegremo-nos e exultemos e demos-lhe a glória! Porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja noiva já se arrumou." Ap. 19: 8

Podemos trazer para o leitor algumas classificações interesantes para podermos organizar de maneira lógica algumas questões aqui já abordadas. Podemos dividir a História da Igreja em tres períodos clássicos;

PERÍODO DO IMPÉRIO ROMANO; Perseguições, Mátires, Pais da Igreja, Controvérsias, Cristianização do Império.

PERÍODO MEDIEVAL; Crescimento e Poderio do Papado, a Inquisição, Monasticismo, Maometismo e as Cruzadas.

PERÍODO MODERNO; Reforma Protestante, Grande Expanção da Igreja Portestante, Larga Circulação da Bíblia Aberta, os Governos Civis libertam-se progressivamente da Igreja e do Clero, Missões Mundiais, Reforma Social e Fraternidade Crescente.

Dentro dessa divisão, temos os grandes eventos da época , também classificados de maneira organizaonal;

- Cristianização do Império Romano;

- A invasão dos Bárbaros e a Almagamação das Civilizações Romanas e Germânica;

- A luta com o Maometismo;

- A Ascendência e Domínio do Papado;

- A Reforma Protestante;

- O Moderno Movimento Misssionário Mundial.

Essa é a imagem esculpida do Imperador Constantino, fundador da Igreja Católica Apostólica Romana; um dos últimos imperadores a configurar no cenário político do Antigo Império Romano. Foi através de um decreto-lei que ele oficializou a religião cristã, renegada pelas autoriadades romanas desde então, como a única permitida dentro dos território dominados por Roma e oficializou o culto cristão. A intenção era de unificar e centralizar a intenção do povo, usando o argumento da fé. Roma já estava com os seus alicerces desgastados, ao passo que o Cristianismo crescia em grande proporção. A medida previa que grande número de cristãos que compunha o quadro de habitantes nos territórios romanos, seriam beneficiados e apoiariam as autoridades romanas, uma vez que a política sanguinária de Roma em relação à Igreja Cristã Primitiva, era implacável desde a morte de Jesus. Filho de Constantino, o Grande, manteve-se no poder através de atitudes implacáveis, como o assassinando do próprio sogro. Foi assim, que visualizou na fé cristã, um forte álibe para fortalecimento do seu poder imperial. Alegando ter visto de maneira divina, uma cruz com as seguinte inscrição; "in hoc sgno vences", que significa "sob esse símbolo vencerás", atribui ao Deus dos cristãos essa notável vitória sobre os seus inimigos.

"Eles guerrearam contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; também vencerão os eleitos, e fiéis, que estão com ele." Ap. 17: 14

A Idade Média, retratada acima nesse resumo, tem na figura dos "papas", a sua centralização de símbolo de poder e de Império. Vamos estudar nomes que se tormaram marcantes dentro dessa questão e que através deles, a Igreja influênciou tantas gerações. "O Santo Império Romano" assim declarado por Carlos Magno e Leão III, era regido com sede em Roma (porque o mundo dividido em Ocidente e Oriente, também tinha em Constantinopla como referência de poder). O Império deveria ser regido pelos papas e pelos imperadores germanicos, mas considerando que a Igreja era o Estado, foi difícil delimitar a jurisdição de um e de outro, resultando em guerras entre imperadores e papas. O importante que o leitor entenda, é que essa junção entre a força política da Igreja e do Estado, fazendo de ambos um "algo" só, foi resultado de conflitos, onde a força da Igreja, nessa duelo titânico, foi maior. A figura papal, como liderança política foi se intenficando e se alicerçando nos séculos, estabelendo a nova ordem clerical como governante no continente europeu. Segundo informaçõe, em 857 foi localizado um documento de ordem sigilosa chamado PSEUDO-DECRETAIS DE ISIDRO, do qual Nicolau I papa que como símbolo de autoriade universal a coroa do poder imperial, fez uso dessas informações na disputa dessa poder papal. Esse conteúdo, amnipulado por Nicolau I, foi usado na exaltação do poder papal, em uma sabotagem literária nunca vista na História. Isso só se reconheceu muito tempo depois, mas na época, tal fraude não só convenceu a sociedade do poder dos papas como sendo universal, como também constitui-se me larga escala, a base da lei canônica da Igreja Católica Romana.

Vários instrumentos meticulosamente fabricados eram usados pela Igreja Católica durante as sessões de tortura dentro dos castelos medievais. Os métodos eram meticulosamente calculados, de maneira que as suas vítimas, antes do óbito, sofressem o máximo possível. Eis alguns nomes de tais instrumentos e as suas respectivas explicações no uso dos seus procedimentos; balcão de estiramento, cadeira das bruxas, esmaga-cabeças, esmaga-seios, cadeira inquisitória. Esses e mais quinze outros nomes, fazem parte de um cenário de tortura, seguidos de rituais de morte, usados por toda a Europa durante a Idade Média (ver crimes e escandalos). Segundo informações do livro "O Tribunal da Santa Inquisição" de Bitttencurd, existem vários registros um tanto comprometedores escondidos dentro dos arquivos do Vaticano, fechado a sete chaves pelas autoridades eclesiásticas romanas. Para quem se interessa pelo assunto, poderá aprofundar-se dentro dessa questão ainda no decorrer desse estudo e adquirindo materiais de pesquisa que possam trazer dados interessantes.Um fato interessante é que quando estudamos todo o organograma de atrocidades cometidas durante tanto tempo, ficamos sem entender como a sociedade ainda entende que esse modelo de Cristianismo ainda sirva para representar algum tipo de manifestação Divina para o homem aqui na terra.

"Peguei o livrinho da mão do anjo, e o devorei, em minha boca era doce como mel, mas quando comi, meu estômago ficou amargo. Então me disseram: É necessário que profetizes de novo a muitos povos, nações, línguas e reis." Ap. 10:11

Algumas característica do que respresenta a figura do Papa dentro do contexto da Igreja Católica, pode ser resumido dentro de alguns aspectos básicos;

- O Papado é uma instituição italiana - Surgiu das ruínas do império Romano, ocupando o trono dos antigos imperadores em nome de Cristo. Acima de tudo é a simbolização da centralização da figura de poder antes representada pela dinástia Cesariana e agora vivificada com a roupagem Cristã.

- Os Métodos do Papado - Através de astutas alianças entre os francos e Carlos Magno, pela fraude (como no caso das Fraudes Decretais) e pela força armada e penas de mortes instituídas através da Santa Inquisição mantiveram-se no poder absoluto por toda a Europa por um milênio.

- Pretenções Papais - A Igreja Católica Apostólica Romana foi a responsável direta pela melhor mídia de toda a história da humanidade sem maiores pretenções. Podemos dizer isso, pelo tempo que governou a Terra de maneira "soberana" como ela própria se declarava e como conseguia fazer como a sociedade acreditava na soberania papal também. Durante séculos o maior objetivo papal de fazer-se declarado como "santo padre" diante da sociedade medieval foi alcançado e mantido de maneira plena.

- O Papado e o Estado - Hildebrando denominou-se "soberano de reis e príncipes". Inocêncio III chamou-se "supremo soberano de mundo" . A idéia era declarar-se de qualquer maneira, uma figura de poder inquestionável diante de qualquer outro pode constituído. Até que Pio IX, condenou a separação entro Estado e a Igreja e ordenou que os veradeiros católicos obedecessem ao Chefe da igreja antes às Autoridades Civis. Leão XIII afirmou que era o cabeça de todas as autoridades.

A imagem do Coliseu ao lado é o retrato fiel da Igreja Neo-Testamentária. Foi exatamente aí que os grandes Imperadores romanos armavam os seus espetáculos as custas do sangue inocentes de homens, mulheres e crianças. Logo após a morte de Cristo, o Império Romano, patrocinou com requintes de crueldade extrema, uma perseguição sem medida aos cristãos novos como eram chamados os crentes da época.O Coliseu se tornou o "cartão postal" dessa demonstração de violência; pessoas eram lançadas diante de uma multidão e leões famintos eram soltos na grande arena afim de comerem vivos quem estaria a disposição para isso. Tudo para que o movimento cristão que emergia com enorme força fosse de maneira brutal inibido, mas, nada disso impediu o avanço da Igreja, muito pelo contrário, a História chama a Igreja Cristão Primitiva, do "exército sem armas" que desestabilizou os alicerses romanos. Benditos sejam todos esses nossos irmãos que honraram a sua fé de maneira que, o seus testemunhos vararam os tempos e os séculos como exemplo de vida e glória diante de Deus.

"Tu és Digno Senhor e Deus de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e, por tua vontade existiram e foram criadas." Ap. 4:11

Alguns nomes das autoridades papais, inicilamente vigoraram como Bispos da Igreja antes de serem chamados como Papas. Podemos detacar nos links abaixo, nomes e fatos que o leitor achará interessante conhecer;

Nome Data Observação
Lino 67-69 d.c. Um dos primeiros bispos.
Cleto 79-91 d.c. Um dos primeiros bispos.
Clemente 91-100 d.c. Reitor de uma carta a Igreja de Corinto.
Evaristo 100-09 d.c. -
Alexandre I 109-19 -
Sixto I 119-28 -
Telésforo 128-30 -
Higino 139-42 -
Pio I 142-54 -
Aniceto 154-68 d.c. Pretendeu mudar a data da Páscoa .
Soreto 168-76 -
Eleutério 177-90 -
Vitor I 190-202 Ameçou a excomunhão das Igrejas Orientais por conta da celebração da Páscoa em 14 de Nisã.
Zererino 202-18 -
    -
Calixto I 218-23 -
Urbano I 223-30 -
Pociano 230-5 -
Antero 235-6 -
Fabiano 236-50 -
Cornélio 251-2 -
Lúcio I 252-3 -
Estevão I 253-7 -
Sixto II 257-8 -
Dionísio 259-69 -
Félix I 269-74 -
Eutiquiano 275-83 -
Caio 283-96 -
Marcelino 296-304 -
Marcelo 308-9 -
Eusébio 309-10 -
Milcíades 311-14 -
Silvestre I 314-35 Era bispo quando aconteceu a oficilaização do Cristianismo por Constantino.
Marco 336-7 -
Júlio I 337-52 -
Libério 352-66 -
Damasco 366-84 -
Sirício 385-98 Reinvidicou a jurídição Universal sobre a Igreja, quando o Impéri foi dividido em dois; Ocidental e o Oriental.
Anastácio 398-402 -
Inocêncio I 402-17 que se declarou "o governante da Igreja de Deus".
Zósimo 417-18 -
Bonifácio 418-22 -
Celestino I 422-32 -
Sixto III 432-40 -

Nessa época o Império Ocidental se dissolvia rapidamente por conta do impacto da migração bárbara; na aflição e na ansiedade daqueles dias, Agostinho escreveu uma obra de fundamental importancia para os acontecimentos que se sucederiam; "A Cidade de Deus", que revelava uma visão de um Império Cristão Universal. Este livro foi de influência definitiva na opinião popular de uma hierarquia eclesiástica universal sob um chefe, advogando assim a reinvidicação romana. Forma-se dessa forma a classe Papal que dominaria durante um milênio o Império Romano. Conheça alguns nomes que formaram a História e o enredo dessa situação de poder político, eclesiástico, misturado a corrupção de todas formas inclusive a sexual que corria solta pelos palácios medievais europeus.

Nome Data Observação
Leão I 440-61 Chamado primeiro papa pelos historiadores.
Hilário 461-8 -
Simplício 468-83 Era o papa quando o Império Ocidental se dissolveu em 476.
Félix III 483-92 -
Gelásio I 492-6 -
Anastácio II 496-8 -
Gelásio I 492-6 -
Anastácio II 496-8 -
Símaco 498-514 -
Hormisdas 514-23 -
João I 523-5 -
Félix IV 526-30 -
Bonifácio II 530-2 -
João II 526-30 -
Bonifácio II 530-2 -
Agapeto I 535-6 -
Silvério 536-40 -
Virgílio 540-54 -
Pelágio 555-60 -
João III 560-73 -
Gregório 590-604 O primeiro papa oficial da História.
Sabiniano 604-6 -
Bonifácio III 607 -
Bonifácio IV 608-14 -
Deusdedit 615-8 -
Bonifácio V 619-25 -
Honório 625-38 -
Severino 640 -
João IV 640-2 -
Teodoro I 642-9 -
Martinho I 649-53 -
Eugenio I 654-7 -
Vitaliano 657-72 -
Adeodato 672-6 -
Dono I 676-8 -
Agatão 678-82 -
Leão II 682-3 Criou controvérsias entre outros papas.
Bento II 684-5 -
João V 685-6 -
Como 686-7 -
Teodorus 687 -
Sérgio 687-701 -
João VI 701-5 -
João VII 705-7 -
Sisínio 708 -
Constantino 708-15 -
Gregório II 715-31 -
Gregório III 731-41 -
Zacarias 741-52 Serviu para fazer de Pepino (pai de Carlos Magno) rei dos francos.
Estevão II 752-7 Por sua solicitação, Pepino conduziu seu exército à Itália, vencendo os lombardos, dando origem aos 'Estados Pontifícios".
Paulo I 757-67 -
Estevão III 768-72 -
Adriano I 772-95 -
Leão III 795-816 Foi uma das maiores influências em levar o papado à posição de poder mundial. Declarou Roma como "Santo Império Romano".
Estevão IV 816-7 -
Pascoal I 817-24 -
Eugênio II 824-7 -
Valentino 827 -
Estevão IV 816-7 -
Pascoal I 817-24 -
Eugênio II 824-7 -
Valentino 827 -
Gregório IV 827-44 -
Sérgio II 844-7 -
Leão IV 847-55 -
Bento III 855-8 -
Nicolau I 858-67 O maior papa entre Gregório I e Gregório VII. Foi o primeiro a usar a coroa.

Começa agora o período mais negro da História papal. O auge da degradação moral combinado com valores de barganhas políticas pelo manutenção desse valor absoluto que a Igreja possuía e conquistava a todo momento. A lista dos nomes dos papas que se seguem, são o retrato da Igreja que após ter se certificado da conquista do poder, fez do mesmo a arma dos piores crimes contra a Humanidade. Os duzentos anos compreendidos entre o período dos governos de Nicolau I e Gregório VII é chamado pela História da "meia noite da idade Média". Principalmente, o que podemos destacar como violento e degradante, é a quantidade de sangue inocente derramado nesse período.

Nome Data Observação
Adriano 867-72 -
João VIII 872-82 -
Mariano 882-4 -
Adriano III 884-5 -
Estevão V 885-91 -
Formoso 891-6 -
Bonifácio VI 896 -
Estevão VI 896-7 -
Romano 897 -
Teodoro II 898 -
João IX 898-900 -
Bento IV 900-3 -
Leão V 903 -
Cristóvão 903-4 -
Sérgio III 904-11 Deu início ao que a História chamou de "Pornocracia", ou "Domínio das Meretrizes". Através de suas amantes, que mantiveram no poder filhos bastardos e outros amantes (904-963).
Anastácio III 911-3 -
Lande 913-4 -
João X 914-28 Foi condecorado papa pela amante (Teodora) e morto pela filha da mesma (Marózia).
Leão VIII 963-5 -
João XIII 965-72 -
Bento VI 972-4 -
Dono II 974 -
Bento 975-83 -
João XIV 983-4 -
João XV 985-96 -
Gregório V 996-9 -
Silvestre II 999-1003 -
João XVII 1003 -
João XVIII 1003-9 -
Sérgio IV 1009-12 -
Bento VIII 1012-24 Comprou o ofíciode papa com patente subôrno. Chama-se a isto de "Simonia", que seria a compra ou venda de títulos eclesiásticos por dinheiro.
João XIX 1024-33 Comprou o pontificado. Era leigo e recebeu em um só dia todas as ordens do clero.
Bento IX 1033-45 Era uma criança de doze anos quando foi eleito papa. Através de uma negociata entre famílias poderosas de Roma. Ultrapassou João XII em crimes; foi adúltero, assassino, roubou peregrinos sobre o túmulo dos mártires, criminoso hediondo, o próprio povo o expulsou de Roma.
Gregório VI 1045-6 Comprou o pontificado. Segundo informações do próprio clero;"Em Roma enxameavam os assassinos assalariados, violava-se a virtudo dos peregrinos e até as igrejas eram profanadas com derramamento de sangue".
Clemente II 1046-7 -
Dâmasco II 1048 -

Devido ao altíssimo grau de corrupção dentro do clero romano, o próprio chegou na conclusão de que necessitaria de uma reforma para poder manter-se, ou caso contrário, seria declarada a extinção do mesmo pelos seus próprios atos de trangressão. Surge a figura de um homem de pequena estatura, desjeitado na aparencia, mas ferrenho defensor do absolutismo papal. Aderindo ao Partido Reformista, levou o papado a "Idade Áurea" (1049-1294). A lista que se segue, é de papas desta geração ideologicamente formada para uma provável situação de conduta. Mas o que na realidade se viu, foi que a situação pode se tornar mais grave, com a instituição da Santa Inquisição, que foi o Tribunal de justiça que mais injustiçou a milhares de pessoas que viveram nessa época. Baseado na prática da condenação sob pena de morte, toturou e matou muitos inocentes. Veja o quadro a seguir;

Nome Data Observação
Gregório VII 1073-85 Tem por nome também de Hildebrando, o "reformista". Institui o celibato na tentativa de promover dentro do clero uma conduta de santificação diante dos "desejos carnais".
Vitor III 1086-7 -
Urbano II 1088-9 Tornou líder no movimento da Cruzadas, o que aumentou o prestígio do papado diante da Cristandade.
Pascoal II 1099-1118 -
Gelásio II 1118-9 -
Calixto II 1119-24 Selaram um pacto de paz com a Alemanha através da Concordata de Worms.
Honório 1124-30 -
Inocêncio II 1130-43 -
Celestino II 1143-4 -
Lúcio 1144-5 -
Eugênio III 1145-53 -
Anastácio IV 1153-4 -
Adriano IV 1154-9 o único papa inglês.
Inocêncio III 1198-1216 Oficializou o Tribunal do Santo Ofício da Igreja Católica.
Honorio III 1216-27 -
Gregório IX 1227-41 -
Inocêncio IV 1241-54 sancionou a aplicação de tortura para arrancar confissões dos suspeitos acusados de praticar heresias.
Alexandre IV 1254-61 -
Urbano IV 1261-4 -
Clemente IV 1265-8 -
Gregório X 1271-6 -
Inocêncio V 1276 -
João XXI 1276-8 -
Nicolau III 1277-80 -
Martinho IV 1281-5 -
Honório IV 1285-7 -
Nicolau IV 1288-92 -
Celestino V 1294 -
Bonifácio VIII 1294-1303 "Unam Sanctam" é o nome de uma declaração dada pelo referido papa, que dizia que toda criatura deveria ser sujeita ao Romano Pontífice para alcançar a salvação.
Bento XI 1303-4 Sua morte ocasionou a submissão da Igreja Romana ao Estado Francês.
Clemente V 1305-1377 -
João XXII 1316-34 -
Gregório XI 1370-8 -
Urbano VI 1389-1404 -
Inocêncio VII 1404-6 -
Gregório XII 1406-9 -
Alexandre V 1409-10 -
João XXIII 1410-15 -
Martinho V 1417-31 -
Eugênio IV 1431-47 -
Nicolau V 1447-55 -
Calixto III 1455-8 -
Paulo II 1464-71 -
Sixto IV 1471-84 -
Inocêncio VIII 1484-92 -
Alexandre VI 1492-1503 -
Pio III 1503 -
Júlio II 1503-13 -
Leão X 1513-21 -
Adriano VI 1522-3 -
Júlio III 1550-5 -
Marcelo II 1555 -
Paulo IV 1555-9 -
Pio V 1566-72 -
Gregório XIII 1572-85 -
Sixto V 1585-90 -
Urbano VII 1590 -
Gregório XIV 1590-1 -
Inocêncio IX 1591 -
Clemente VIII 1592-1605 -
Leão XI 1605 -
Paulo V 1605-21 -
Gregório XV 1621-3 -
Urbano VIII 1623-44 -
Inocêncio X 1644-55 -
Alexandre VII 1655-67 -
Clemente IX 1677-9 -
Clemente X 1670-6 -
Inocêncio XI 1676-89 -
Alexandre VIII 1689-91 -
Inocêncio XIII 1721-4 -
Bento XIII 1724-30 -
Clemente XII 1730-40 -
Clemente XIV 1769-74 -
Pio VI 1755-99 -
Pio VII 1800-20 -
Leão XII 1821-9 -
Pio VIII 1839-30 -
Gregório XVI 1831-46 -
Nome Data Observação
Pio IX 1846-78 -
Pio IX 1854 -
Leão XIII 1878-1903 Declarou que os cristãos eram "inimigos do nome de cristão".
Pio X 1903-1914 -
Bento XV 1914-22 -
Pio XI 1922-39 -
Pio XII 1939-58 -
João XXIII 1958 -

A nossa lista de nomes de Papas romanos termina dentro do período Atual da História, compondo um quadro que vai desde o período Medieval até passando até o século passado.

"Eu chorava muito, porque não foi encontrado ninguem digno de abrir o livro e nem mesmo de olhar para ele." Ap. 4: 4