Ageu, Zacarias e Malaquias, a reconstrução de Israel.

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Colocamos estes três profetas juntos na mesma análise, porque tiveram seus ministérios ligados à reconstrução de Israel. Em anos diferentes e direcionados à situações específicas, mas todos eles se caracterizaram dentro de um período único.

Esse é o maior líder iraniano de todos os tempos. O aiatolá Khomeine, que governou o Irã por dez anos e que foi o responsável pela implantação do regime de ditadura islâmica no país; o governo dos aiatolás. Na década de setenta, o Irã era governado por Xá Mohammad Reza Pahlevi, deposto e morto posteriormente, pelo golpe militar promovido pela classe dos aiatolás (1979). Anti-semitas assumidos, o Irã desenvolve uma corrida armamentista, com desenvolvimento atômico avançado, que ameaça o mundo todo. O regime de ditadura islâmica no Irã é mantido sob uma condição muito rígida. Seguidores do Alcorão, possuem a pena de morte como prática importante dentro do conjunto de leis do país. O trafico de drogas, o adultério e outras práticas são condenadas pelo Estado ao enforcamento em praça pública.

A época era de dominação medo-persa. O Império de Nabucodonosor, havia sucumbido nas mãos de seu filho Belsazar e os persas matando-o, como nos narra a Bíblia no Livro de Daniel, ocupam e dominam o território caldeu. Os ventos sopravam favoráveis às causas sionitas, pelas boas influências de Daniel que tanto na Babilônia de Nabucodonosor, o caldeu, como na Babilônia de Ciro, o persa, permaneciam em excelente situação. Daniel havia conquistado uma posição de destaque dentro do Império e a sua condição de homem de bem, projetou uma boa imagem para os judeus nas relações políticas com o atual governo imperial. Posteriormente, temos o casamento de Ester que também se influência com a situação dos persas junto ao imperador Assuero, ou Xerxes, que governou a Pérsia entre 485-465 a.C. Com a descoberta de uma conspiração contra os judeus, Ester ou Adassa, se mantem posicionada na luta contra os inimigos de Israel, tornando-se até hoje, um nome ligado a uma grande vitória conquistada e um grande livramento a ser lembrado (ver a Festa de Purim).

Ester estabeleceu-se dentro do palácio imperial 40 anos depois da reedificação do Templo e uns 30 anos antes da reedificação dos muros de Jerusalém. O que nos leva a entender, que a sua influência dentro do Império Persa, foi considerável para a reconstrução do país.

Os nomes de extrema importância para essa fase de restabelecimento judaico, são os de Esdras e Neemias. Foi através de um decreto-lei, sancionado pelo governo de Ciro (imperador na época de Daniel), que os judeus voltaram na primeira remessa de exilados para o seu país origem. Cronológicamente falando temos primeiro a vinda de Esdras e depois a de Neemias para Jerusalém; Esdras foi voltou em 485 a.C., 80 anos depois da primeira leva de judeus e 13 anos antes da vinda de Neemias.

Alternaram as suas atividades de reconstrução do país, concentrando os esforços entre os muros da cidade e o Templo sequentemente.

A construção de ambos, representariam um grande desafio diante das circunstâncias por eles enfretadas. O que podemos dizer, genéricamente falando, é que muitas adversidades teriam que ser encaradas de frente por esses homens; a geração que volta para Israel, vem do cativeiro babilônico, o que nos permite analisar em vários trechos dos Livros de Esdras e Neemias, é que todo o ritual da Lei havia sido totalmente apagado das suas memórias em sententa anos de cativeiro. Fora que, a situação material e financeira do povo nada tinha a ver com as época de prosperidade do reinado de Salomão, quando o primeiro Templo havia sido contruído. A situação política era de dominação, muito embora houvesse por parte do Império Persa, a autorização do legado local judaico, a Bíblia deixa claro que tal liberdade era vigiada. No episódia dos samaritanos que conspiram contra os judeus para o imperador persa, temos a noção de que nada era feito sem o aval da ordem imperial.

Toda essa situação, aliadas entre si em uma combinação única, resultariam em desânimo, tristeza e em vários dilemas. É nesse contexto que encontramos esses três profetas. O período vai de 520-516 a.C. e temos a informação que Malaquias se associou a Neemias perto de 100 anos mais tarde na reconstrução de Jerusalém.

Para identificarmos algumas situações particulares da vida de cada um, vamos separá-los nessa ordem;

- Ageu - Provavelmente já tinha idade avançada quando a reconstrução do Templo terminou. Sob a supervisão do governador Zorobabel e do sacerdote Jesua as obras são iniciadas. Por conspiração e invejas, são interditadas e durante 15 anos ficam paradas. Sob a intervenção do Imperador Dario, o persa, são reiniciadas e debaixo das fortes profecias deste homem, o povo é encorajado a recomeçar.

- Zacarias - Zacarias era muito novo, enquanto seu companheiro de ministério Ageu era velho. Fazia 2 meses que o Templo começou a ser reconstruído quando Zacarias entra em cena. Provavelmente o tempo de duração do ministério de Ageu durou apenas 4 meses, enquanto o de Zacarias durou 2 anos. A concentração de esforços desses homens em encorajar os judeus na reconstrução dos muros e da cidade de Jerusalém, é notável. O governador nessa época era Zorobabel, representante da Dinastia de Davi. O importante nos Livros desses profetas, é notarmos a intensa relação entre a reconstrução do Templo e o Ministério do Próprio Filho de Deus.

- Malaquias - Calcula-se que Malaquias viveu perto dos 100 anos depois de Ageu e Zacarias. Seu ministério foi voltado para a reconstrução do seu país e a desenvoltura do seu ministério, ligado ao mesmo padrão de exortação e doutrinação do povo judeu como seus nobres companheiros de guerra. A época data do período 450-400 a.C. O cativeiro babilônico havia terminado há uns 100 anos. O que é bem nítido e o mais marcante dessa época, é que a nível de superação do desgaste do cativeiro de 70 anos, Israel respondia de pronto ao chamado, mas havia muito o que se superar nas questões espirituais e da própria prática da Lei. Havia negligência dos dízimos, nos casamentos mistos, nas práticas do sacerdotes e do nível de conduta do povo em relação às coisas de Deus de maneira geral. Dentro desse quadro "clínico geral de debilidade espiritual" é que Deus sustenta a vida desses homens para que o Seu propósito mais uma vez seja vingado e para a Sua Palavra seja cumprida, hoje e para todo o sempre, amém.